quarta-feira, 29 de abril de 2009

My First Trip in New Zealand – Coromandel, Thames and Hahei



Já estava chegando meu primeiro fim de semana na Nova Zelândia eu não queria perder tempo, então aproveitei uma empresa de turismo que todas as quartas e quintas passava na escola e programava viagens com os alunos e fechei um passeio que passava por Coromandel, Thames e Hahei.
A proposta era boa, passar pela Península de Coromandel ver muitas praias etc... Mas pensem euzinha em uma viagem de 2 dias com uma neozelandesa louca, 4 tailandeses e um russo. Os meninos eram ótimos, mas o inglês dos tailandeses era precário, ainda bem que o Roman (o russo) tinha um bom inglês e muita paciência com o meu péssimo inglês. Digamos que eu que adoro bater um papo fiquei praticamente muda a viagem inteira, afinal eu não falo tailandês e nem russo.

A viagem começou no sábado as 9h com uma viagem de 4 horas até Coromandel, quando pegamos a serra me lembrei do litoral norte de São Paulo, tinha até um pedaço que parecia a serrinha de Caragua. O tempo não estava bom, mas não ia deixar de aproveitar por causa disso, durante o caminho paramos em alguns pontos turísticos dentre eles:

Driving CreekWaiau Falls Waiau Kauri Grove: parque protegido com arvores gigantes.

Ficamos em um Hostel, e como era perto da praia e os últimos passeios não tiveram muita emoção pro meu gosto, resolvi pegar um caiaque do hostel para dar uma remadinha no mar, então lá foi a louca tomar caldo.

Só digo uma coisa a água estava bem gelada e mar bem bravo, nem consegui quebrar as ondas pra remar mais longe, mesmo assim foi muito gostoso.
Antes de chegarmos ao hostel tínhamos passado em um supermercado para comprar algumas coisas para fazer um churrasco neozelandês, sinceramente ainda prefiro o brasileiro com carvão. Alem do mais, nossa carne é mais gostosa, mas o que conta é a experiência de comer um churrasco na chapa em uma praia na Nova Zelândia feito por tailandeses... Não é um barato?!?!...rsrsrsr

Na casa vizinha tinha um pé de limão, aproveitei e colhi alguns limões pra temperar minha salada, não ia agüentar comer aquela salada cheia de maionese... No final minha salada temperada com limão, azeite, sal e pimenta agradou a todos. Pelo menos uma saladinha a brasileira.Fomos dormir cedo, porque o dia tinha sido bem cansativo, e no dia seguinte acordamos bem cedo pra seguir para a Península de Coromandel... Para mim foi o passeio que valeu mais a pena...

Em Cathedral Cove foi filmado o começo do filme baseado nas Crônicas de Narnia Príncipe Caspian

No final apesar do mal tempo com chuva, garoa e neblina, o passeio foi interessante... Coromandel é muito lindo...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

My First Week at School

Dia 14/04/09, caminhando para a escola esse é o caminho que eu sempre faço para pegar o ferry boat.

Sem maiores traumas ou problemas eu cheguei bem a escola e lá encontrei um grupo de pessoas, que como eu, estavam iniciando naquele dia os estudos. Nesse interessante grupo tinham: quatro koreanos, um japonês, um suíço e um saudita. Realizada a qualificação o grupo foi separado cada um para o seu nível, mas no final ficamos todos amigos.
Realmente como eu imaginava o meu inglês que no Brasil era de um nível intermediario foi rebaixado para pré-intermediário. Tenho que admitir que minha gramática é péssima, mas eu percebi uma coisa muito importante meu speaking é ótimo, porque existe um oriente inteiro pior do que eu...

No meu primeiro dia de aula efetivamente eu me senti no oriente: japonês, tailandeses, chineses, koreanos, russos, sauditas e czaquistaneses. Dá Europa: alemães, suíços e franceses. Wonderful, eu estava super feliz, não tinha trombado com nenhum brasileiro.

Meu grupo de almoço se formou e eu passei a almoçar com três koreanos e um saudita, hoje esse grupo acaba variando e inclui outros sauditas, chineses e tailandeses...

É muito interessante a quantidade de pessoas da Arábia Saudita, Tailândia e Koreia estudando nessa escola. Talvez seja algum tipo de férias deles nesse período, porque já me falaram que o “boom” de estudantes brasileiros é em fevereiro.

A escola tem uma sala multimídia bem equipada só com computadores da Apple, a coisa mais linda. Os materiais são ótimos: filmes, livros, revista, dicionários, gramática, muito bom. Eu tenho aulas orientadas duas vezes por semana na sala multimídia, aulas somente de conversação e todos os dias; 2 horas de aula de gramática pela manhã e a tarde 2 horas de aula focada em vocabulário e conversação. O foco da escola e a conversação, para adquirir fluência na língua falada, para mim é ótimo porque mais do que tudo é meu objetivo.

Eu estou em uma sala de aula com japonês, koreanos, tailandeses e russos... Super legal, mas a pronuncia dos orientais é péssima e eu entendo pouca coisa. Tudo bem, vou afinando meu ouvido para entender os diferentes acentos.

A escola tem um programa semanal sócio cultural, dia 16/04/09 eu fui a um desses programas visitar a Sky Tower. A visão de Auckland é a coisa mais linda... Vejam as fotos...

Minha primeira semana foi incrível, no próximo post vou contar um pouco sobre minha primeira viajem na Nova Zelândia, porem esse será meu último texto em português, os textos em inglês serão simples e curtos, porque eu ainda não consigo fazer uma tese de doutorado em inglês, mas eu chego lá... Mama me desculpe, mas eu sei que a senhora entende, peça a Shan para traduzir porque o inglês dela é muito bom.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Discovering Auckland

Amigos, desculpe a demora em postar os textos... É impressionante como o tempo passa rápido e quantas coisas eu tenho que fazer, mas prometo atualizar a todos com mais freqüência.

Voltando ao meu relato... Dia 13/04/09 era meu segundo dia, e por acaso era feriado... Isso é muito interessante, aqui o feriado da Páscoa tem 4 dias, da sexta à segunda. Agora um parêntese: (Amigos católicos pensem, faz todo sentido, afinal Jesus ressuscitou no terceiro dia e não no segundo que é domingo. A lógica brasileira foi importada de Portugal, eis a explicação...)

Voltando... Como era feriado Mrs. Kay, como uma mãe exemplar, fez comigo o caminho para minha escola, para que no dia seguinte eu não me perdesse. Por acaso algum de vocês já tinham falado com a família sobre mim?

Olha como ela é fofa.

Bem, vamos ao que interessa... Depois de fazer o caminho, ela retornou pra casa e eu quis passear um pouco para conhecer Auckland, passeei um pouco pela Marina do centro.

Essa não é a estação da Luz é a estação do Ferry Boat.

Pela marina encontrei um passeio simples e barato, mas bem gostoso pela costa da cidade.


Esse foi meu primeiro dia sozinha em Auckland.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Welcome to Auckland !

Passado os devidos traumas comecei a abrir minha cabeça e ouvidos e passei a entender o que estava acontecendo, eu realmente estava na Nova Zelândia e eu tinha que falar inglês porque essa era a única forma de me comunicar.

A família Neozelandesa me recebeu muito melhor do que eu poderia ter imaginado, na verdade eu não estava esperando muita coisa, o que as pessoas dizem é que ninguém no mundo tem a cordialidade do brasileiro. Aqui pude comprovar que isso é um engano, fui recebida com muita cordialidade, todos foram amáveis comigo e muito solícitos e até agora estão sendo.

É lógico que ninguém vai chegar te abraçando e beijando isso é uma questão de cultura, isso não significa que as pessoas não gostaram de você ou não estão sendo simpáticas. Cada país, cada cidade, cada família ou pessoa tem sua própria forma de demonstrar seus sentimentos por outras pessoas. Então, basta prestar atenção nos detalhes e alem de tudo ler um pouco sobre a cultura e hábitos do país para onde você pretende viajar, com isso não há porque você passar “perrengue”

Não queiram encontrar o Brasil fora do Brasil, relaxem curtam os sabores e costumes locais, apenas sintam o que é fazer parte daquele país. É dessa maneira que estou passando meus dias de uma forma leve e agradável, me sentindo como se fizesse parte desse ambiente como se aqui fosse minha casa. É lógico que passado algumas semanas vou querer minha casa, mas eu estou aqui com um propósito e estou tentando me focar nele para não ficar louca ou deprimida.

Mas, voltando ao assunto da minha viagem... Eu faço duas refeições no meu “homestay”, café da manhã e jantar. No primeiro dia Mrs. Kay preparou o café da manhã, eu fiquei quieta, afinal, eu estava morrendo de fome em uma casa estranha com meu inglês indígena. Então, em um pote com sucrilhos sem açúcar ela colocou, leite, iogurte, blue barry, ameixa, uma geléia não identificável e outras coisas também não identificadas e me ofereceu uma xícara de café que mais parecia chafé. Tudo bem, comi aquela coisa estanha sem açúcar e aquele café horrível e fiz cara de paisagem.

Terminado o café ela me disse que os estudantes normalmente preferiam comer toste e me perguntou se eu preferiria, eu prontamente falei, “Toste e café com leite”. Resolvido meu problema com o café da manhã.

Não tive problemas com o jantar, porque não costumo comer muito a noite e normalmente Mrs. Kay serve alguma coisa sempre com uma salada. Eu gostei muito dessa parte, porque normalmente é muito difícil encontrar países que tenham esse hábito de servir salada com as refeições como no Brasil. No mais a comida normalmente não leva muito sal e temperos, mas de uma forma bem educada eu sempre peço uma pimentinha, seja lá qual for, e catchup. Ela faz uma torta salgada de frango e uma torta doce de frutas vermelhas e passas, deliciosas... Mama eu não estou passando fome fique tranqüila.

Esse assunto sobre as refeições é um tópico recorrente nas conversas quando alguém retorna de uma viajem do exterior, mas sobre a Nova Zelândia o que posso dizer é que em Auckland é bem tranqüilo pra comer, ainda não conheço as outras cidades, por isso só falo por Auckland. Na verdade eu não sou parâmetro, porque sou uma draga (como diria meu pai) e não tenho problemas para comer, o importante é não passar fome.

Passados 5 dias adaptação ao fuso e ao clima local esta completa, na última noite dormi as 22:30 e só acordei as 6:00 horas da manhã super bem disposta. Sobre o clima, é um típico outono, sol durante o dia com um ventinho frio e a noite da uma esfriadinha, é um clima bem parecido com o outono em Florianópolis, inclusive com aquele ventinho Sul bem gelado.

Agora imaginem um bairro tranqüilo que a menos de 10 passos você vê o mar e em 10 mim você chega à Marina, com casas sem muros e com jardins floridos com uma grama bem verdinha. Bem amigo é num lugar assim que eu estou... Pare de pensar muito e dêem uma olhada nas fotos...
Esse é o bairro onde eu moro em Bayswater.
Esse é o caminho que eu faço todo dia para ir para a escola.

My first beutiful friend.

A visão da Marina de Bayswater.

Marina de Bayswater.

domingo, 12 de abril de 2009

Se Oriente, Rapaz... (para Sheila)

Sheila,

Já estamos com saudades de você mas esperamos que sua viagem seja tudo o que você espera e mais um pouco. Tá, chega.

Olha umas informações básica que acho importantes. Da escola de inglês até o dojo, são 5,7 km (mais ou menos 1 hora a pé). O ponto A é a escola e o B, o dojo do sensei Takase. Lá, o horário das aulas são estes abaixo e o telefone é 09 379 3777. Não está na lista mas as aulas de armas são na quinta-feira, depois do treino normal. Não consegui uma fonte segura que me dissesse o melhor transporte até lá mas acho que é fácil descobrir na escola.



Exibir mapa ampliado

Takase shihan ainda não respondeu ao e-mail que enviei mas, no site, há um texto sobre visitantes de curta duração (você, amiga!) dizendo que é só chegar mais cedo, se apresentar e falar com o sensei do dia. Não esqueça de perguntar sobre as taxas ("fees"). Já falei para o sensei (aliás, um shihan) que você é iniciante mas que treina com armas regularmente e que é sua primeira vez no país. Não se preocupe, parece que o dojo recebe visitantes com certa frequência (ai, que saudades do trema). Divirta-se!!!!

Training Times

Tuesday

Children's (All Ages) 5pm to 6pm

General 6:30pm to 7:30pm

Wednesday

General 6:30pm to 7:30pm

Thursday

Children's (Ages 10 +) 5pm to 6pm

General 6:30pm to 7:30pm

Saturday

Children's 9am to 9:45am

General 10am to 11am


UPDATE: o sensei Nobuo Takase respondeu o e-mail dizendo que tem uma escola de inglês também e que você pode caminhar até lá e ele a levará até o treino e que a taxa é $35 por mês. Não é fofo? Olha os dados da escola (veja no mapa que ela fica três ruas atrás do parque da SUA escola de inglês, hehe):

Escola de Inglês de Barbara Takase

City School - Level 4

242 Queen Street

Auckland

New Zealand

phone: 64 9 379 3777

fax: 64 9 358 3383




Visualizar Auckland Sheila em um mapa maior

Onde está Sheila?

Oi, gente!

Estou me intrometendo aqui no blog da Sheila só para colocar algumas informações que ela não vai ter tempo de procurar porque precisa da net e o acesso dela é limitado. Nesse mapa do google, use o zoom in/zoom out para ver a casa onde ela está, a escola de idiomas e a dojo de aikido onde ela vai treinar. Para quem quiser, é só enviar um e-mail para onegaishimasu.blog@gmail.com que eu disponibilizo acesso direto aos mapas. Beijo!!!!


Visualizar Auckland Sheila em um mapa maior

Só para informação: agora são 22:00h da segunda, dia 12, em São Paulo e 13:00h, da terça, dia 13, em Auckland.

A primeira impressão de Auckland

12/04/09 New Zealand (11/04/09 BR)


Quando finalmente consegui sair do aeroporto eu estava tremendo, não sabia o que fazer e só pensava em ligar para a minha mãe. A porcaria do cartão telefônico da Telefônica que estava identificado que permitia ligações na Nova Zelândia não funcionou. Então lá fui eu com meu inglês indígena comprar um cartão telefônico, um indiano muito simpático me atendeu e consegui comprar um cartão internacional e um local.


Após ligar para a minha mãe e dizer que tudo estava bem, fiquei mais calma, minha mãe tem um poder calmante e curativo nos filhos... rsrsrs. Depois liguei para a minha prima, esqueci que ela viajou, mas tudo bem, deixei recado com a minha tia dizendo que eu estava bem. E por fim tentei ligar para a Sô, depois me toquei que realmente não teria ninguém em casa porque ela devia esta treinando. Não ia ligar pra todas as minhas amigas, senão as deixaria loucas...


Finalmente liguei para a família que me hospedaria, Kay me atendeu e eu não entendi muita coisa, nessa hora meu cérebro estava travado demais para entender qualquer coisa por telefone. A única coisa que eu pensei foi “Vou pegar um taxi e pronto”.


Eu tinha levado dólares neozelandeses (NZ$) justamente para isso, o que eu não imaginava era o preço que isso sairia. Perguntei para o taxista se ia ficar muito caro, como um bom taxista, que em todo lugar do mundo inclusive no Brasil é assim, ele mentiu. Simplesmente eu paguei em uma corrida de 30mim NZ$ 113,00, convertendo para reais com a cotação de R$ 1,50, paguei R$ 169,50. No Brasil não sairia por mais de R$ 70,00.


Como eu só percebi o preço que eu iria pagar quando eu estava chegando, curti a viagem e a paisagem e encontrei algumas similaridades com São Paulo, só algumas é claro, porque no projeto final da obra é muito diferente.


Quando cheguei a casa, a Sra. Kay, uma senhora simpática aparentando não ter mais de 60 anos, deu uma baita bronca no taxista, nessa hora meu ouvido e meu cérebro já tinham destravado. Afinal eu era uma estudante, ela perguntou por que ele não tinha me indicado a pick-ups (as famosas vans no Brasil) que eram mais barato.


Essa amigos, foi minha primeira lição, aprendi várias coisas com essa experiência.


1º) Nunca se desespere em um momento de crise, a crise só tende a piorar.
2º) Se você esta chegando em um lugar desconhecido tenha calma e leia as placas, elas lhe indicarão o caminho certo.
3º) Em um pais estranho com um idioma que você não domina, sempre solicite serviço de translado, isso pode te proporcionar uma bela economia e menos dores de cabeça.
4º) Nunca mais nunca confie quando um taxista de falar que a corrida será barata, com certeza ele estará mentindo.


Nessa primeira manhã, percebi que terei que refazer meu roteiro de viagem apenas depois de começarem as aulas, as coisas que eu pretendia fazer terão que ser remanejadas ou excluídas, simplesmente porque essa cidade é cara ou eu que sou pobre, e não vou ter dinheiro para fazer tudo que queria fazer.


Não tem problema, com algumas adaptações tenho condições de fazer as atividades que eu queria, mas não nos lugares que eu tinha planejado. A viagem para a Ilha Sul ficará para uma próxima visita, pois qualquer movimento nesse sentido é caro, a não ser que a escola tenha alguma coisa interessante para estudantes.
Essa foi minha chegada em Auckland...

A viagem... E que viagem...

Chegamos cedo ao aeroporto, meu vôo era as 17:40. Fiz o check-in, declarei meu notebook, tomei um café e entrei na sala de embarque. A Maura ficou até essa hora comigo me fazendo companhia, eu já estava mais tranqüila.

O vôo foi cansativo, devido a um problema em um vôo anterior, tiveram que transferir várias pessoas para meu vôo e tivemos que ir até o Rio para buscar algumas pessoas que perderam o vôo de conexão.

A caminho do Rio vi o por do sol mais bonito que já vi voando, entre as nuvens e a noite uma linha laranja sendo esmagada pela escuridão. Aquele colorido se destacava entre as nuvens brancas e a noite chegando.

As 18:45 chegamos ao Rio, eu estava aguardando uma definição sobre minha conexão, eu estava preocupada se chegaria a Santiago a tempo de pegar a conexão para Auckland. Saímos do Rio com uma previsão de 3 horas e meia de viagem até Santiago/Chile, então fomos informados que o vôo de conexão em Santiago nos esperaria chegar.


As 23:10 (horário de Brasília) e as 22:10 (horário do Chile), cheguei a Santiago na maior correria para pegar a conexão, os passageiros já estavam embarcando. O vôo saiu à meia noite (horário de Brasília), meu assento era no meio, não consegui alterar e a previsão de vôo era de 12 horas.
Imagine eu 12 horas sentada no meio do avião podendo olhar apenas o teto e o corredor, eu apavorei, começou a me dar falta de ar. Então tomei 2 dramins para dormir a viagem toda, foi o que aconteceu... Depois do jantar capotei, dormi 9 horas seguidas e acordei no meio do Pacifico sem ter a mínima idéia de horas eram. Minha perna estava inchada e meu joelho doendo, na verdade acho que só acordei por causa da dor no joelho.

Levantei-me, caminhei um pouco pelo corredor do avião, fiz um alongamento básico e depois o toalete... E fui assistir a um filme para me distrair. Até aquele momento eu estava bem confortável com a viagem, principalmente no que diz respeito ao idioma. Estava voando pela Lan Chile, então falei espanhol o caminho todo, desde o vôo do Brasil, não tinha me dado conta ainda que eu não tinha domínio do inglês e dos apertos que eu podia passar.

Faltava 1 hora para chegar, nesse momento comecei a perceber a loucura que tinha feito. Comecei a sentir um frio na barriga e na espinha, dor de cabeça e náuseas. Comecei a sentir medo de não conseguir me comunicar.

E foi o que acontecei... Quando eu desci do avião e comecei a ouvir todo mundo falando em inglês, bateu o pânico. Comecei a tremer e simplesmente fui seguindo o fluxo de passageiros, conclusão me perdi e fui parar na conexão para a Austrália.

Quando eu percebi que estava perdida naquele aeroporto imenso e desconhecido comecei a olhar a meu redor e procurar desesperadamente alguém que falasse espanhol. Foi aí que passaram alguns comissários da Lan Chile e pedi ajuda para me orientar.

Eles me explicaram que sai pelo portão errado e me levaram ao portão certo, isso demorou muito porque tudo era longe. Para vocês terem idéia no meio do corredor tinham esteiras rolantes para os idosos de tão longe que era.

Como eu demorei para sair do aeroporto a policia na saída me questionou porque eu tinha demorado tanto para sair sendo que meu vôo tinha chegado 2 horas e meia atrás. Eu apenas disse “Eu estou perdida”...

Últimos preparativos...

10/04/09 (Brasil)

Acordei descontrolada as 07:30 da manhã, ainda não tinha feito minha mala e não sabia por onde começar... Tomei um banho para relaxar e comecei a separar a roupa. Foi então que percebi que minha mala era pequena demais para quem iria passar 30 dias longe de casa. Eu não podia deixar de levar coisas básicas que talvez não encontrasse lá.

Comecei a enviar mensagens para minhas amigas e tias para ver se alguém tinha uma mala maior. É óbvio que a essa hora todos estavam dormindo, afinal, nos feriados as pessoas costumam descansar e acordar mais tarde. Paciência e calma, isso era algo que eu não tinha...

Fui fazer minha unha, algo essencial na vida de uma mulher, em uma sexta feira santa só minha tia Neuza pra fazer isso por mim. Então, por volta das 10:30 minhas amigas começaram a me ligar em resposta as minhas mensagens descontroladas. Em poucos minutos estavam Soraya e Claudinha me ajudando a organizar a bagunça que eu fiz, a Sô me ajudando com a mala e a Clau me ajudando na organização final da casa. A Sô me emprestou uma mala maior e com sua super organização me tranqüilizou conseguindo colocar tudo dentro da mala.

Tudo sob controle, a Maura chega para me levar ao aeroporto... Que epopéia, mas deu tudo certo...

sábado, 11 de abril de 2009

Enfim Nova Zelândia...


Cá estou eu para relatar um pouco da minha aventura na Nova Zelândia...


Antes de contar como foi minha chegada vamos esplanar um pouco sobre onde eu estou.


A Nova Zelândia é um país que fica situado no continente da Oceania entre as latitudes 34º e 47º sul. É o país mais isolado do planeta, esta separado por uma distancia de 1600Km pelo mar da Tasmânia da massa terrestre mais próxima que é a Austrália.

Com aproximadamente 4 milhões de habitante a Nova Zelândia é formada por um total de 270.500 km², é um pouco menor que o Japão ou as Ilhas Britânicas e um pouco maior do que o Colorado nos EUA. Ela é composta por duas ilhas principais e numerosas pequenas ilhas, algumas das quais bastante longínquas. A Ilha Sul é a maior massa de terra e está dividida ao longo do seu comprimento pelos Alpes do Sul, cujo maior pico é o Monte Cook com 3754 metros. Na Ilha Sul há dezoito picos com mais de três mil metros de altitude. A Ilha Norte é menos montanhosa do que a Sul mas está marcada por vulcanismo. A Ilha Stewart é a menor e a mais meridional de todo o país, e possui uma área um pouco maior que a cidade de São Paulo.

Isso é só um pouquinho para dar uma ideia da dimenssão da coisa...rsrsrs